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Seguimos fortes

Os primeiros seis meses fiz como toda mãe deveria fazer, ela amamentou somente com o leite materno só no 7º mês que comecei a introduzir outro tipo de alimentação, os médicos me disseram que isto foi ótimo para a recuperação rápida dela.
E nos próximos 12 meses de vida de minha linda, correu tudo dentro do esperado, ela infelizmente sofrendo com a bolsa de colostomia, mas sempre sorridente, alegre, mas chegou o dia de fazer a 2º cirurgia, está agora seria para fazer a perfuração do ânus, ela internou no Hospital das Clínicas.
A cirurgia correu tudo bem, ela continuou com a bolsa de colostomia, porém a recuperação foi muito dolorida, ficamos no hospital uns dez dies e o pior de tudo foi que além da assadura por causa da bolsa usada no estoma (orifício feito na região abdominal "barriga"), ela ainda ficou muito assada no bumbum, porque começaria uma nova adaptação para ela poder fazer suas necessidades pelo lugar certo, sendo também incontinente nesta área, então juntou as piores dores que se pode ter, assaduras que chegavam a sangrar muito, mesmo com todos os cuidados, dessa maneira tive que cortar alguns alimentos , eu comecei a dar a ela comidas leves, comidas que não soltasse o intestino, para ela não ter mais assaduras, foram seis meses. Ainda com a bolsa de colostomia foi marcadA a 3º cirurgia sendo esta para a retirada da bolsa de colostomia, enfim iria fechar o estoma. Em esta confesso que senti medo, pois logo após a cirurgia ela teve que fazer transfusão de sangue, porque tinha perdido muito sangue, ficou muito debilitada, mas não demorou muito e Deus foi mais uma vez minha fortaleza e eu percebi que não poderia de maneira alguma ter pensamentos negativos, pois o pior já tinha passado, e eu tinha conseguido seguir em frente.
Foram mais duas semanas no Hospital Semper e com a graça de Deus voltamos para casa. As assaduras continuaram, foram gastos muitas pomadas de diferentes marcas, mas com muito custo consegui amenizar um pouco as dores, com a alimentação e cuidados.
Os anos seguintes, foram normais na medida do possível, pois a fralda continuou, o problema não estava resolvido mas não poderia fazer mais nada, só quando ela completasse seis anos.

E assim foi uma infância normal na medida do possível, ela é muito falante, quando começou a falar não parou mais (rsrsrsrsr). 
E trouxe e traz muita alegria a todos que a conhece e mesmo os fãs que nunca a viram mas conhece nossa luta. 

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Partes: 1 e 2 Tabela 1. Classificação das anomalias anorretais


Sexo Malformação Necessidade colostomia Masculino Fístula cutânea (fístula perineal) Não Fístula Rectourethral Bulbar Sim Protético Sim Fístula Rectovesical Sim Agenesia anorretal sem fístula Sim Atresia rectal Sim Feminino Fístula cutânea (perineal) Não Fístula vestibular Talvez Agenesia anorretal sem fístula Talvez Altresia rectal Talvez

Ai que saudade de vocês!

Não vejo a hora de ir para casa e voltar com meus comentários e historias.
 Aconteceu tanta coisa, vou voltar logo logo.

Beijos!

Um novo capítulo em nossa história

Minha filhota esta agora com 10 anos e no próximo dia 17 de fevereiro de 2014 ela ira tentar pela décima nona vez, fazer um procedimento, no qual as últimas cirurgias apareceu uma fístula vesicovaginal que não fecha. O nome do novo procedimento que ela irá fazer se chama A.S.T.R.A onde o médico irá tentar pela parte do reto.  Agora é esperar para ver o resultado e com a ajuda de Deus tudo irá dar certo.

O que é uma fístula?





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